sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A lenda do fogo corredor

Conta-se que  no sertão nordeste em uma casinha de sapé morava um casal com duas filhas.
Essas porém viviam em brigas terríveis,a mãe tinha que sempre apartar,pois se deixasse haveria até morte!
Os pais não tinha sossego,nunca saiam para deixa las sozinhas.
Um dia eles tiveram que que se ausentar e recomendaram as filhas para se comportarem pois voltaria logo.
-Tudo bem disseram,vamos se comportar.
Os pais confiaram e foram em paz.
Passou algumas horas os vizinhos não ouviam nada pois os pais pediram para que eles ficassem atentos a elas....
Estava entardecendo  e então elas começaram a discutir; foi tudo muito rápido,  elas rolaram no chão em bruscos sucos e pontapés;os vizinhos correram mais não deu tempo!
Chegando  na casa e esta estava em chamas,pois uma tinha colocado fogo na outra e tudo se queimou não sobrado nada,foi uma tragedia.
Quando os pais souberam da barbaridade nem quiseram voltarabandonando o lugar.
Passaram se um ano.Já estava entardecendo; uma senhora que estava a janela apreciando a paisagem e viu quando apareceu no alto da colina bem perto do lugar da casa das moças duas luzinhas pequeninas!
Achou interessante pois todas as vezes que desviava o olhar essas aumentava mais e de repente se transformou em uma enorme labareda que destruiu toda a paisagem...elas se encontraram transformando se em uma bola de fogo,queimando tudo.
A parti daquele dia quando as pessoas viam essas Luisinhas  pequenina fechavam suas janelas, apagavam se as lamparinas até que elas sumissem.
E assim nasceu a lenda do fogo corredor!

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

O molequinho

Belinha era uma mulher estéril,seu sonho era ser mamãe...
Certo dia estava voltando da cidade quando encontrou perto da porteira um molequinho pobre.
-Coitadinho,olha só marido um molequinho!Vamos leva lo pra nós!
Foi uma felicidade,o menininho era esperto,não parava um segundo...A mulher estava feliz e vivia cantando.
A família era muito religiosa e nos meses de novena não faltava na sua casa.Enfeitava toda a casa pra receber os convidados:
-Vamos meu filho colher flores para enfeitar a sala e o altar.
O molequinho trazia umas flores do mato muito feia e a mulher só dava risada e dizia que aquelas  flores não prestava... O molequinho se divertia.
Chegava a hora das orações o molequinho sumia e a mulher nem dava para apresentar as colegas seu filhinho.Então a mulher desconfiou daquela atitude estranha e resolveu reagir.
Na ultima noite ela disse ao marido:
-Hoje ele não não vai sumir!
Agarrou  no braço do menino que tentava escapar mais em vão.
Quando  todos orava a oração do credo o molequinho estourou e sumiu...Todos ficaram assustados.A mulher pediu perdão a Deus pois não tivera seus filhos porque Deus não quisera.A daquele dia em diante nunca mais ficou triste por não ter filhos.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

A mãe do capitão




O capitão era um homem arrogante e prepotente, morava com sua mãe; uma velhota má que fazia acepção de filhos.
Jacó era o outro filho, tinha dez filhos e morava de favor nas terras  do capitão.
Era época de seca e a terra não tava produzindo o sustento.Para não ver os filhos com fome se valia do leite e carne das vaquinhas  do capitão, bem merecido pois além de cuidar das terras também vendia leite e o lucro era para o irmão que lhe dava uma miséria....
Certo dia o capitão mandou um soldado vigiar a seu irmão sem que ele notasse para ver se ele estava matando suas vaquinhas pois notou que faltava algumas.O soldado foi e voltou com más noticias, então a mãe se ofereceu  ir até o sítio ver de perto o que seu filho aprontava, arrumaram um caixote com uns buracos para entrar ar e colocaram a velha dentro.
Dois soldados foram juntos disfarçado de viajante e ao chegar na casa de Jacó pediram para passar a noite lá pois estavam com uma encomenda pesada e já estava tarde para entregar eles dormiria lá fora e o caixote ficaria dentro da casa.
-Tudo bem.Adentraram e colocaram o caixote na sala, logo os filhos curiosos para saber o que havia dentro ficaram olhando pelos buracos e subiram em cima do caixote.Na hora do jantar ele disse para  a esposa:
-Mulher prepara aquele pedaço de bofe que sobrou da vaquinha que matamos a semana passada! [disse isto com ironia,pois sabia que dentro do caixote havia um espião].Quando todos estavam dormindo Jacó que não era bobo nem nada desconfiou da tramóia levantou na ponta do pé e foi até o caixote....Que surpresa ao abrir o caixote;a velha estava dormindo de boca aberta e ele mais que depressa  colocou uns ossos de galinha que a velha havia comido durante a viagem,fechou o caixote e deixou a velha engasgada  com os ossos.
Ao chegarem na casa do capitão  abriram o caixote,  lá tava a velha morta e acharam que ela havia se engasgado,foi um chororó!
Prepararam o funeral e mandaram chamar o irmão.Antes de sair de casa administrou os filhos que fizessem drama em volta da velha. Ao chegarem  fizeram  um teatro:
-Ai minha mãezinha,coitadinha morreu comendo o que mais gostava,coitadinha!!E chorava e os filhos em volta fazendo maior barulho!
Enterraram a velha e todos foram para suas casas.Quando chegou a noite Jacó foi até o tumulo da velha e retirou toda amortalha da velha pois era tecido bom e levou pra casa sem falar de onde veio mandou a mulher fazer roupas para os filhos.Os coveiros ao verem aquela calamidade mandou chamar o capitão que ficou horrorizado;mandou chamar o irmão,esse chegou com uma cara lavada e fazendo um drama pelo acontecido:
-Meu Deus quem poderia ter feito isso com minha mãezinha tão santa,tão boa!Oh! não pode ser,  logo com ela!...Fizeram outro enterro e novamente ele  foi  até lá retirar a velha do canto dela,desta vez amarou a em cima de um burro xucro e levou perto da casa do irmão ao amanhecer, enxotou o burro e esse saiu em desparrada com avelha em cima foi um espetáculo.
O capitão acabara de levantar e ir a sua janela quando viu a cena,pôs as mãos à cabeça e dizia:
-Corram socorram  a minha mãe! Corram.......E parti daquele dia não se ouviu mais falar sobre a mãe do capitão.
[dedico esta história a meu pai que  contava,não poderia deixar  de fazer lhe esta homenagem,era mestre em conta la,imitava os personagens,fazia maior alvoroço, quando ouvíamos ficávamos quietinhos o observando]





quarta-feira, 11 de junho de 2014

Os três cavalos encantados (última parte)

Seus irmãos voltaram para casa decepcionado por não ter conseguido o anel, voltavam resmungando e maldizendo.

Ao abrirem a porta notou algo estranho, um cheiro desagradável; ao acenderem a lamparina, para a surpresa deles um susto! Tudo estava sujo de lama e eles tiveram a certeza que aquele camarada era seu irmão bobo João!

Voltaram rapidamente cheios de astúcia...Chegando lá pediram para conversar com o rei e os criados foram o chamar.

Então eles disseram que João era seu irmão e que um dia ele comentou que se ele conseguisse casar com a filha de um  rei, na noite do casamento concederia  três coisas impossível.

O rei quis logo saber e com certeza seria um desafio:

"Bom ele disse rei que te daria um netinho, separaria a farinha do açúcar e atravessaria uma fogueira de sete metros...

O rei mandou chamar a João e declarou uma ordem para provar tudo aquilo, e contou o que os irmãos tinha narrado.

João ficou sem palavras diante do rei, afinal naquele tempo o que o rei pedia tinha que obedecer.

O rei providenciou tudo e deu um prazo de uma hora pra tudo realizar.

João se retirou para uma sala sozinho e ficou pensando, pensando e se lembrou de suas amigas formigas, a garça e os leões.


Pediu para a garça um bebê, para a formiga que separasse o açúcar e a farinha e para os leões forças para atravessar a fogueira que já estava pronta lá fora.

Quando o rei chegou com seus irmãos que pensava como ele iria se escapar dessa, ficaram admirados...O bebê no berço, a farinha separada do açúcar e só faltava o ultimo.

Vamos rei lhe mostrarei que tenho palavra!

Todos aguardava o acontecimento e com toda a força João conseguiu atravessar a fogueira deixando seus irmãos mordidos de raiva; diante de tudo aquilo não mais duvidou do irmão o deixando em paz.

João perdoou seus irmãos e viveu feliz para sempre.

conto de arrepiar!

Minha mãe contava que lá pra bandas do sertão do nordeste, um viajante já cansado de suas viagens resolveu pedir um poso  em um casebre  pouco distante da casa de uma dona em um sitiozinho;já estava anoitecendo.
Apinou do cavalo e bateu palmas chamando a dona:
-Oh de casa!...-Oh de casa!..
Uma senhora muito simpática apareceu à porta.
-Boa noite meu senhor,posso lhe ajudar?
-Gostaria que a senhora deixasse passar à noite naquele casebre,não a incomodarei.
-Tudo bem,disse a senhora.
O viajante  acomodou seus pertences e armou a rede.
Estava quase dormindo quando ouviu um barulho e uma voz que dizia:
-Eu caio!
Caia...dizia o viajante.
E caiu um braço,cada vez que aquela voz falava;eu caio caia partes do corpo:
Caiu outro braço,as duas pernas,cabeça....eté completar  um corpo.

O viajante levantou se ao deparar se com um crioulo muito forte que começou a lutar  com ele,foram algumas horas de luta até que o homem conseguiu vencer e o amarrou o no canto e foi dormir.
Ao o amanhecer acordando o viajante o crioulo fez uma declaração:
-Você cave ai no meio dessa casa e o que você encontrar será seu,depois você me solte; nunca mais irei assombrar ninguém estou aprisionado  a muitos anos aqui e só você teve coragem de lutar comigo.O viajante deu a  palavra que sim;se tudo fosse verdade!
Pôs a cavar e encontrou muito dinheiro,então como promessa soltou o crioulo que se transformou em um pássaro preto com uma parte da cabeça branquinha.
O viajante então chamou a dona do sítio contou lhe a historia dando lhe Todo o dinheiro e ao fazer esta ação quando olha para o céu vê que o pássaro se torna branquinho por completo e desaparece entre as nuvens....Assim minha mãe me contava.

domingo, 25 de maio de 2014

Maria cara de pau[ultima parte]

Maria andou por muitos dias até chegar em uma cidadezinha onde procurou um lugar para morar.
Passava por uma rua onde havia uma criada aguando flores no jardim,quando viu Maria se assustou!
-Bom dia senhora estou procurando emprego e um lugar para mim  morar.A criada correu até a sinhá e narrou o pedido da moça.
-Mande a entrar estamos precisando de uma cozinheira.
Espero que ela não se assuste com essa coisa estranha! pensou a criada.
Quando Maria entrou a sinhá assustou mais não demonstrou,viu que ela estaria vestida assim por algum motivo e não perguntou nada,deu o emprego a ela e uma casinha que ficava ao lado os estábulos do cavalos.
Todos gostavam de Maria e de suas habilidades na cozinha,porém o filho da sinhá não suportava vê la.
Passaram se cinco anos que ela estava ali,não soube mais nada de seu pai e nem sua madrinha,estava bem ali.
Então houve uma festa na mansão ,tudo estava perfeito, era uma festa de três dias.
Maria se arramou e vestiu seu vestido da cor do mar e foi para a festa.
Quando entrou todos ficaram de boca aberta,não sabia quem era aquela jovem tão linda e radiante!O filho da sinhá foi até à ela a recebendo com todas as honras de um cavalheiro!
Dançaram a noite toda e ele estava admirado com tanta beleza,ela porém não dizia  uma só palavra.Antes da festa terminar Maria saiu sem que ninguém a visse.
Na noite seguinte foi com o vestido da cor do campo e ficou mais radiante.Tudo foi igual a mesma noite passada, dançou com filho da sinhá, mais não dizia  nada.
A ultima noite ela caprichou no visual;  vestiu seu vestido da cor do céu e as estrelas brilhavam com  o reflexo das luzes da noite!
Ao entrar no salão o jovem já estava  a esperando, aquela noite ele precisava saber quem era ela e onde morava, havia algo que ele reconhecia nela era os seus olhos mais ele não sabia de onde.Dançaram e ele tentou descobrir quem era ela mais ela não disse nada,ele até pensou que era muda....
Estava quase terminando a festa e ela precisava ir embora, estava saindo quando percebeu que o jovem a perseguia agarrando na sua  mão  viu  seu anel e era tudo que ele pode gravar em sua memoria,onde a visse o reconheceria,tinha a certeza!
Os dias se passaram e o jovem cada dia mais triste e apaixonado, queria saber onde aquela jovem morava, pediu para seus criados a procura la, porém nada.
Maria também estava  gostando dele e resolveu se declarar.Pediu para a criada levar um bolo, seu prato predileto e quando ele comesse falasse que foi ela quem fez.
Assim foi feito quando ele deu a primeira mordida percebeu algo estranho e retirando do meio do bolo viu o anel da jovem por quem estava procurando!A criada então revelou que foi Maria quem fez o bolo e ele mandou  chama la.
Maria então foi até a sua casinha e retirou aquela roupa de madeira e sua máscara,ao entrar na mansão todos ficaram espantados mais não falaram nada,só observaram.
Ele ao vê la foi ao seu encontro e  todos aplaudiram os.
Maria se casou com o jovem e convidou seu pai[ que por sua vez pediu lhe perdão por sua atitude desprezível] e a sua madrinha a festa, todos vieram.
Maria viveu feliz para  sempre ao lado do seu amado.








Maria cara de pau [primeira parte]

Maria era uma jovem muito bonita,vivia com seus pais em uma terra muito distante.
Por força do destino sua mãe ficou muito doente e chegou a falecer,Maria ficou muito triste e só chorava.
Seu pai era muito jovem  e antes da mãe morrer ela lhe  fez um pedido ,que se casaria e que não era pra ele ficar só pois tinha que ter uma mulher para orientar à Maria. Deu lhe seu anel e  que se casasse com a moça que servisse o anel.
Em meio aquelas promessas o pai de Maria não podia deixar de cumprir.
Passou os anos e ele não tinha coragem de procurar outro casamento,sua filha tinha sua madrinha que era uma fada porém ninguém sabia só a mãe de Marai e que não revelara a ninguém.
Um dia ele teve um sonho e que nesse sonho a mulher lhe cobrava a promessa,acordou assustado e decidiu de procurar uma esposa.
Chamou um dos seus criados e lhe ordenou a procurar por toda a província e redondeza daquele lugar,quem servisse o anel seria sua esposa.O criado andou por todo os lugares e não encontrando regressou para casa sem nenhum exceto.Só faltava a sua filha pois não deixava de ser uma jovem e a promessa teria de ser cumprida,ficou três dias pensando no que fazer e uma certa noite teve outro  sonho com a esposa cobrando a  promessa,acordou assutado e no outro dia chamou o criado e pediu para por o anel em sua filha.Quando o criado pôs o anel no dedo da jovem serviu certinho para o espanto de todos!
Maria achou um absurdo essa ideia e saiu em pranto para a casa de sua madrinha.
Essa porém ouviu tudo com toda atenção e quando Maria terminou de falar disse lhe:
-Volte e peça a ele uma vaquinha com uma portinha que de para entrar dentro dela e assim de trasse la traga me.
A jovem voltou toda feliz pois isso seria impossível!
Então ela pediu a tal vaquinha e o pai mandou um dos criados procurar.Foram três dias quando o criado chegou com a vaquinha e deu a à filha que levou a para sua madrinha.Agora você peça três vestidos um da cor do mar e com todos os peixinhos,outro vestido da cor do campo com todas as flores do campo, outro vestido da cor do céu com todas as estrelas e que brilhem e o ultimo peça um vestido de madeira,que dobre igual um vestido de tecido, foram quatro meses de procura mais foi encontrado e o ultimo foi mandado fazer por um marceneiro do jeito que Maria pediu.
Maria estava triste pois todos ele encontrou.
Pegou todos os vestido e levou a madrinha.Ela então mandou Maria vesti o vestido de madeira,colocou uma mascara de madeira nela epediu para  entrar dentro da vaquinha, mandou a ir embora sem falar com ninguém e só aparecesse em uma cidade bem distante.Maria foi embora conduzindo sua vaquinha e todos ficavam com medo a ver uma criatura tão horrível daquela!